Urgente: Anvisa nega pedido de importação da Sputnik V pelo Maranhão

A diretoria da Anvisa (Agência Nacional da Vigilância Sanitária) negou nesta segunda-feira (26) permissão de importação e uso emergencial excepcional para dez Estados comprarem a vacina Sputnik V. Técnicos identificaram falhas no desenvolvimento da vacina russa, na qualidade e na segurança do imunizante.

Todos os cinco diretores votaram para barrar a Sputnik V, depois de cinco horas de reunião. A decisão vale para dez Estados, mas a Anvisa ainda precisa avaliar outros seis pedidos da mesma natureza. Se novas informações forem submetidas até lá, o parecer pode se alterar.

Até o momento, 14 Estados e dois municípios pediram autorização para importar e comprar a Spunik V, ainda que a vacina não tenha uso autorização emergencial no país. O Maranhão foi o primeiro a entrar com um pedido no Supremo Tribunal Federal. O estado já contratou 4.582.862 milhões de doses, que dariam de imunizar mais de 2,2 milhões de maranhenses.

A Anvisa tentou conseguir mais prazo para analisar os pedidos referentes à Sputinik V. O pedido foi negado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski.

Três gerências técnicas da agência (medicamentos, fiscalização e monitoramento) deram pareceres contra a importação. A Anvisa apontou que não recebeu relatório técnico capaz de comprovar que a vacina atende a padrões de qualidade e não conseguiu localizar o relatório com autoridades de países onde a vacina é aplicada. O órgão disse que a maioria dos países que autorizaram a aplicação da vacina não têm tradição na análise de medicamentos; além disso, em 23 países com contrato, a vacinação não começou.

Os responsáveis pela vacina russa afirmaram, pelas redes sociais, que apresentaram mais dados à Anvisa do que à qualquer outra agência reguladora. Acusa a agência brasileira de ceder à pressão política dos Estados Unidos.

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