Silas Malafaia entra na briga com o Centrão pelo comando do Ministério da Educação

O pastor Silas Malafaia, uma das lideranças evangélicas mais influentes e polêmicas do país, classificou como uma “vergonha” a possibilidade de o comando do Ministério da Educação ser entregue a um indicado do Centrão.

“Se o presidente fizesse isso, ia ser uma vergonha. Estaria indo contra aquilo tudo que ele falou”, afirmou Malafaia em entrevista à BBC News Brasil.

A entrevista foi concedida horas depois de outro pastor, Milton Ribeiro, ter sido exonerado do cargo em meio ao agravamento da crise gerada após a publicação de reportagens sobre a atuação de dois pastores que estariam cobrando propina de prefeitos em troca de acesso ao agora ex-ministro e liberação de verbas da Educação.

Nos últimos dias, Malafaia criticou Ribeiro e chegou a pedir a sua exoneração ao mesmo tempo em que defendia o presidente Jair Bolsonaro, de quem é aliado.

À BBC News Brasil, Malafaia disse que o caso não afetará o mundo evangélico, que Bolsonaro deverá obter pelo menos 60% dos votos evangélicos nestas eleições e que a bancada religiosa irá aumentar em relação a 2018. Malafaia disse, ainda, acreditar na honestidade de Bolsonaro, mas questionado sobre se colocaria a “mão no fogo” pelo presidente, hesitou. “Eu não posso colocar a mão no fogo nem por filho meu. Já disse para você: eu não tenho atributos da onisciência e onipresença. Mas eu acredito no presidente”, afirmou.

Malafaia abre então uma briga entre dois grupos importantes que dão sustentação ao Governo Bolsonaro, o Centrão e os pastores evangélicos.

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