PT, PSB, PCdoB e PV definem pontos da federação e avançam em união inédita

O PT, PSB, PC do B e PV avançaram nesta 4ª feira (26.jan.2022) na definição de como se dará a participação de cada partido no comando de uma possível federação entre eles. O PT, maior partido entre os 4, terá maioria na assembleia-geral, órgão que comandará o grupo.

Os petistas deverão ficar com 27 dos 50 lugares que a assembleia deverá ter. O PSB ocupará 15 postos e as outras 2 siglas, 4 cada uma. De acordo com a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, a divisão seguiu a proporcionalidade do tamanho dos partidos na Câmara dos Deputados.

“A federação vai ser um exercício de unidade política. Ela não pode servir para diminuir o peso político de uma legenda partidária. O PT é o que é pela sua história, pela sua construção, pela sua militância. Não quero que nenhum partido seja diminuído, mas também não dá para permitir que o PT seja diminuído para fazer a composição. O PT não quer hegemonismo”, disse.

O PT tem hoje 53 deputados. O PSB tem 30, o PC do B, 8 e o PV, 4.

A regra, no entanto, deve valer para a formação da assembleia. Para a definição das chapas proporcionais, com candidatos ao Legislativo, outras definições podem ser tomadas.

A divisão de poder baseada na proporcionalidade foi endossada pelos demais dirigentes presentes à reunião. “Nós nunca propusemos que PT não tivesse seu protagonismo. Todos os partidos da federação devem exercer o seu protagonismo, da maneira que puder. O que combinamos é um equilíbrio em decisões para que não seja desfavorável aos menores”, disse Carlos Siqueira, presidente do PSB.

Uma das ideias é que o quórum de deliberação exija a concordância de 2 terços da assembleia. “Isso significa que nenhum partido teria como decidir sozinho sobre questões polêmicas”, explicou o pessebista.

Foi proposto também que o comando da assembleia tenha 1 presidente e 3 vices, e que haja um rodízio na presidência do grupo. Como as federações precisam necessariamente vigorar por 4 anos, os partidos teriam um integrante como presidente a cada ano.

Para o líder do PC do B na Câmara, deputado Renildo Calheiros (PE), definir uma frente política e partidária é difícil mesmo sem federação. Os partidos ainda discutem como vão dividir os palanques estaduais e este é o principal entrave que pode acabar por inviabilizar uma possível composição dos partidos.

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