Mário Frias é obrigado a deixar comitiva de Bolsonaro em viagem à Rússia

Por determinação do presidente Jair Bolsonaro (PL), o secretário especial da Cultura, Mário Frias, se viu forçado a cancelar sua participação na missão que viaja hoje à Rússia para visita a Moscou, e, depois, a Budapeste, na Hungria. Bolsonaro manteve a agenda, a despeito da tensão geopolítica na região, que envolve o país comandado por Vladimir Putin, a Ucrânia, ameaçada de invasão russa, e os Estados Unidos.

Vinculada ao Ministério do Turismo, a Secretaria Especial da Cultura informou que a Presidência pediu a redução da comitiva a todos os ministérios. Segundo a justificativa, com a mudança de planos, foi suspensa a ida de Mário Frias a mais um destino, Varsóvia, na Polônia, que estava previsto no roteiro do secretário e de seus assessores. Frias levaria o secretário-adjunto, Hélio Ferraz de Oliveira, o chefe de gabinete, Raphael Azevedo, o secretário de Fomento, André Porciúncula, e o secretário de audiovisual, Felipe Cruz Pedri.

Em live postada ontem em redes sociais, Frias falou sobre a polêmica que envolveu sua recente viagem à Nova York, em dezembro. Em razão dos gastos no deslocamento e durante os cinco dias que passou na metrópole norte-americana, tendo quatro compromissos em agenda, a despesa de R$ 39 mil virou alvo de pedido de investigação pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público (MP). Apenas com passagens aéreas o secretário gastou R$ 26 mil.

Nova polêmica criada ontem destacou nas redes sociais a Secretaria de Cultura. O secretário Nacional de Fomento e Incentivo à Cultura, André Porciuncula, saiu em defesa do chefe, Mario Farias, e chamou o escritor Paulo Coelho de “maconheiro” e “idiota”. As ofensas foram feitas pelos Twitter em resposta a uma postagem de Paulo Coelho que comentava o cancelamento da ida de uma comitiva da Secretaria Especial da Cultura para Rússia, Hungria e Polônia.

 

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