João Amoêdo tem resistência da bancada federal e do governador Zema na pré-candidatura pelo Novo

Depois de tentar formar uma frente de centro contra os extremos na disputa presidencial de 2022, o empresário João Amoêdo, um dos seis “presidenciáveis” signatários de uma carta em defesa da democracia, da Constituição e contra o autoritarismo, foi convidado pelo Novo para disputar novamente o Palácio do Planalto em 2022. Nesta entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Amoêdo avalia que o “polo democrático” — que inclui também o governador João Doria (PSDB), o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), o ex-governador Ciro Gomes (PDT), o apresentador Luciano Huck e o ex-ministro Sérgio Moro (sem partido) — não tem hoje um nome à frente dos demais.

Um dia após seu nome ser lançado pelo Novo como candidato à Presidência, uma ala do partido lançou o deputado Tiago Mitraud (MG). O Novo está rachado?

Esse movimento é mais da bancada. O Novo sempre acompanhou o estatuto. A definição da candidatura é feita pelos diretórios estaduais e pelo nacional. São 40 pessoas que votam neste processo. Há duas semanas recebi um convite de 36 dos 40 para ser o pré-candidato. Depois de refletir bastante, dei a resposta. Do meu ponto de vista, a definição está dada.

O sr. estaria disposto a disputar prévias?

O convite que foi feito é para ser pré-candidato, não para disputar prévias. Em tese, o partido fez seleção, avaliou e os 20 diretórios fizeram essa definição.

Zema apoiou a iniciativa de lançar outro nome à Presidência pelo Novo. O que achou?

Prezo o Novo como instituição e essa decisão cabe aos diretórios estaduais e ao diretório nacional.

O crescimento do Lula e o aparente derretimento do Bolsonaro nas pesquisas vai levar a uma guinada do centro à direita?

Eu trabalho com o cenário mais provável de ter o PT no 2.° turno. A disputa vai ser na construção de um centro à direita. Esse foi um papel que, em tese, o PSDB representou lá atrás. Mas foi em tese só, porque muitas vezes as políticas deles foram próximas ao PT, com uma linha mais socialista. Bolsonaro apareceu com essa opção, mas não era. Ele era mais um populista sem projeto para o Brasil. Em 2022, vamos construir um polo mais liberal. Vamos ter um polo mais de centro direita para fazer frente ao Lula.

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