Gestão de Eduardo Braide em São Luís é marcada por greves e paralizações

A atual gestão do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), está sendo marcada pela falta de diálogo entre o administrador municipal, com muitas categorias e classes da capital. Totalmente apático e indiferente em relação aos problemas de São Luís, Braide acumula greves e paralisações em apenas 14 meses de administração. O blog do Domingos Costa fez um levantamento que constata a total incapacidade administrativa de Braide e que já soma sete greves.

A primeira greve durante a gestão Braide aconteceu no mês de agosto de 2021. Na ocasião, trabalhares da Saúde ocuparam a porta da prefeitura em manifestação e levaram um caixão do Chefe do Executivo, com direito a foto e decoração fúnebre. A greve foi em decorrência da falta de atendimentos de saúde no Projeto Viva Bem Mais, que contempla moradores dos bairros Turú, Divinéia e Vila Luizão. Braide deixou de fazer os repasses a entidade que gerenciava o projeto.

Em setembro do ano passada, diretores, professores e funcionários de escolas comunitárias de São Luís fizeram uma manifestação na porta da Prefeitura. Com cartazes e muitos gritos, os membros das escolas comunitárias reclamaram de nove meses de salário em atrasados.

No mês de outubro de 2021, deu inicio a primeira greve dos trabalhadores rodoviários. Foram 11 dias ininterruptos deixando sem ônibus as ruas da Região Metropolitana de São Luís e um prejuízo incalculável à população e o setor comercial da capital.

Em janeiro deste ano foi a vez dos funcionários da Santa Casa de Misericórdia que decidiram entrar em greve. A decisão foi comunicada pelo Sindicato dos Auxiliares e Técnicos em Enfermagem e Trabalhadores em Estabelecimentos de Saúde do Estado do Maranhão ao diretor da unidade, Abdon Murad. A manifestação ocorreu por conta de atraso no pagamento dos salários do mês de dezembro, 13º salário de 2021, bem como pagamento de férias.

No final do mês de janeiro os agentes de limpeza pública entraram em greve em razão do descumprimento de um acordo trabalhista. Os trabalhadores reivindicaram o pagamento de uma diferença salarial referente a três meses do ano de 2021. Segundo o Sindicato de Asseio e Conservação de São Luís (SEEAC-SLZ), aproximadamente 1.180 trabalhadores paralisaram as atividades em São Luís, o que representou a paralisação de 100% da categoria. Com isso, toda a capital ficou sem coleta de lixo.

No inicio deste mês de fevereiro, algo inusitado jamais visto na histórica política da capital: greve dos vereadores de São Luís. Isso mesmo! Paralelamente a solenidade de abertura de mais uma legislatura no plenário Simão Estácio da Silveira, na Câmara Municipal, 18 dos 31 vereadores se ausentaram da sessão em sinal de greve contra a interferência do prefeito Eduardo Braide na eleição da Mesa Diretora da Casa. Em vez do Plenário, os “grevistas” escolheram a galeteria do vereador Astro de Ogum no bairro do Turu para o ato de greve.

E nesta quinta-feira (17) sem acordo entre o Sindicato das Empresas de Transporte (SET) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão (Sttrema), chega ao segundo dia a segunda greve dos rodoviários na Região Metropolitana de São Luís em menos de quatro meses. A paralisação afeta, diretamente, cerca de 800 mil passageiros que utilizam o sistema urbano e semiurbano. (Do site Domingos Costa)

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