Geraldo Alckmin se filia ao PSB e abre caminho para chapa com Lula

O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin se filiou na manhã desta quarta-feira (23) ao PSB. Com a entrada na legenda, Alckmin dá mais um passo em direção à formação de uma chapa com o ex-presidente Lula (PT) para a disputa da Presidência da República.

Em seu primeiro discurso após a filiação ao PSB, Alckmin defendeu o apoio do partido à candidatura de Lula e disse que o petista é, hoje, “aquele que melhor reflete o sentimento de esperança do povo brasileiro”.

O ato aconteceu em Brasília, contou com a presença de políticos e parlamentares do PSB e do PT, e foi marcado por críticas ao governo do presidente Jair Bolsonaro

As negociações para que o ex-tucano e ex-adversário petista seja o vice de Lula nas eleições de 2022 vêm se desenrolando nos últimos meses. Apesar da resistência de setores do PT ao nome de Alckmin, as negociações estão avançadas e a previsão é de que a chapa Lula-Alckmin seja anunciada em meados de abril.

Lula não compareceu ao ato de filiação de Alckmin ao PSB. Entre os petistas, estiveram presentes a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e o líder do PT na câmara, Reginaldo Lopes (MG),

Também estavam no ato o presidente do PSB, Carlos Siqueira; o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande; o governador do Maranhão, Flávio Dino; o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, além de parlamentares. O prefeito de Recife e filho do ex-governador Eduardo Campos, João Campos, também compareceu.

Um dos fundadores do PSDB, Alckmin deixou o partido no final de dezembro do ano passado, após mais de 33 anos de trajetória na legenda. Formado em medicina, ingressou na política há 50 anos, já tendo transitado por diversas funções no âmbito do executivo estadual e também do Legislativo: foi vereador, prefeito de Pindamonhangaba, deputado estadual, deputado federal, vice-governador e governador de São Paulo.

Alckmin também já disputou a presidência da República duas vezes. Em 2006, quando perdeu no segundo turno para o ex-presidente Lula, e em 2018, quando ficou na quarta colocação, atrás de Jair Bolsonaro, Fernando Haddad e Ciro Gomes.

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