Dezoito estados podem ficar sem remédios para UTIs e 116 cidades estão no limite do oxigênio

Enquanto a ocupação de UTIs por pacientes com Covid-19 ultrapassa 90% na maioria dos estados, o Brasil pode estar prestes a sofrer com a falta de medicamentos e de oxigênio para pacientes internados. Hospitais particulares já relatam ter estoque de sedativos e outras drogas apenas para mais cinco dias. Em pelo menos 18 estados, o chamado “kit intubação” dura, no máximo, 20 dias, segundo o Fórum de Governadores. Além disso, ao menos 116 cidades podem ter falta de oxigênio em breve, segundo levantamento feito pelo O Globo, a partir de dados da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

Em pesquisa realizada pelo SindHosp, 79% dos hospitais de São Paulo reclamaram do aumento do preço de medicamentos. De acordo com os gestores hospitalares, o preço do midazolam, sedativo usado no momento da intubação, aumentou 414%. O rocurônio, bloqueador neuromuscular, teve aumento de 960%. Em um documento entregue ao Ministério da Saúde, governadores do Nordeste afirmam que o preço dos insumos está até 75% superior ao valor de um ano atrás.

Um mapa elaborado pela frente dos prefeitos e obtido com exclusividade pelo O Globo, mostra que pelo menos 41 cidades têm previsão de falta do oxigênio em breve. O número, porém, já chega a 116, se considerados dois estados que não entraram no levantamento da FNP, mas enviaram dados ao O Globo.

Os municípios com situação mais grave estão em 11 estados: Bahia, Minas Gerais, Paraná, São Paulo, Rio Grande do Norte, Maranhão, Sergipe, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Ceará e Santa Catarina. Além desses, O Globo localizou ainda risco de colapso em cidades de Rondônia.

Postagens relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *