CPI da Covid: Pazuello tenta blindar Bolsonaro e mente sobre CoronaVac

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello tem tentado blindar o presidente da República, Jair Bolsonaro, em suas respostas durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da COVID, no Senado, nesta quarta-feira (19/5). Em assuntos como orientação de uso de cloroquina em pacientes com o novo coronavírus, apesar de não haver eficácia comprovada contra a doença, até decisões no âmbito da pandemia, ele apontou que os processos decisórios cabiam à pasta.

O relator Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou que o ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo “eximiu a si próprio e ao presidente da República de qualquer participação na condução da pandemia, para atribuir toda a responsabilidade ao Ministério da Saúde”. Pazuello respondeu que “cada ministério tinha suas atribuições”. “Se ele está falando apenas das ações de saúde, são todas minhas. Se ele está falando da resposta à pandemia, envolve vários ministérios”, disse.

Calheiros afirmou que tudo o que Pazuello tentou fazer em depoimento foi blindar o presidente. “Inclusive divagando com relação à objetividade das respostas das perguntas que fazíamos”. Além disso, em outubro do ano passado, Pazuello gravou um vídeo dizendo que sua relação com o presidente é de “um manda, o outro obedece”. Na CPI, disse que isso se trata apenas de um jargão militar.

Sobre as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), Pazuello afirmou que representantes da Organização Panamericana de Saúde (Opas), ligada à OMS, estava sempre com representantes presentes, mas que a decisão era do Ministério da Saúde. “Usávamos as posições da OMS para amparar o processo decisório”, disse. Pazuello pontuou que na parte do processo decisório, sobre medidas restritivas, foi decidido que ficaria a cargo dos estados e municípios — que são amplamente criticados pelo presidente Bolsonaro por impor medidas para redução de circulação de pessoas.

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