Cassação relâmpago de prefeito Calvet Filho revolta população de Rosário

A cassação do prefeito eleito de Rosário, Calvet Filho (PSC), impressionou e revoltou a população do município. Em menos de cinco meses, 9 vereadores cassaram o mandado de Calvet e de sua vice, Cláudia Anceles (PT), em uma sessão extraordinária. A população protestou e fechou a ponte sobre o Rio Itapecuru, que dá acesso aos Lençóis Maranhenses. Calvet foi eleito pelo PSC com 11.720 votos, com quase 2 mil votos de diferença do segundo colocado.

Poucos minutos depois da sessão, a Câmara de Vereadores realizou a cerimônia que empossou o presidente da Câmara, Carlos do Remédio (PCdoB), como prefeito interino do município.

Calvet foi eleito após quatro tentativas disputando a prefeitura e se manifestou após a cassação. “De forma totalmente injusta e arbitrária, sem qualquer critério técnico e ao arrepio da Lei, deram prosseguimento a um procedimento totalmente tendencioso e natimorto. Minha gestão de pouco mais de cinco meses foi marcada por diversas perseguições, mas não cedi a conchavos, nem a negociatas, honrei meu mandato e sempre pensei na população, com isto ganhei inimigos poderosos”, disse Calvet, em nota.

Os argumentos dos vereadores e do presidente da Câmara não convenceram a população de Rosário que está se manifestando e afirmam que não aceitam um “prefeito sem voto”, se referindo ao prefeito interino.

Os moradores de Rosário afirmam que a cassação de Calvet também atende aos interesses do PDT e do senador Weverton Rocha. O segundo colocado na disputa municipal é Jonas Magno, do PDT. Weverton na campanha de 2020 chegou a chamar Calvet de cachorro durante comício, como revelou o próprio Calvet durante entrevista ao programa Ponto Final da Rádio Mirante.

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