Augusto Aras pede ao STF abertura de inquérito contra ministro da Educação sobre gabinete paralelo de pastores

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quarta-feira (23) a abertura de uma investigação contra o ministro da Educação, Milton Ribeiro, e os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura pela atuação deles no Ministério da Educação (MEC).

A investigação do ministro envolve os crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa, segundo a coluna de Fausto Macedo no Estadão. O ministro teria cometido os delitos ao permitir o aparelhamento religioso da estrutura do MEC com a criação de um gabinete paralelo operado pelos pastores evangélicos.

O pedido tem como base representações de parlamentares a partir de uma série de reportagens do Estadão e da Folha de S.Paulo que revelou a existência do gabinete paralelo e a cobrança de propina em dinheiro e um quilo de ouro a prefeitos em troca de recursos para a construção de creches e escolas públicas nos municípios.

Os deputados federais Kim Kataguiri (Podemos) e Túlio Gadêlha (Rede Sustentabilidade) acionaram a PGR com requerimentos pela abertura de investigação contra Milton Ribeiro por suspeita de prática dos crimes de responsabilidade e de improbidade administrativa ao conferir poderes institucionais a pastores sem cargos públicos. O pedetista ainda protocolou um requerimento de convocação do ministro da Educação para prestar esclarecimentos no plenário da Câmara sobre as revelações.

 

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