Atentado no Afeganistão deixa pelo menos 70 mortos

O alerta dos EUA sobre um ataque terrorista iminente nas proximidades do aeroporto de Cabul foi confirmado duas vezes nesta quinta-feira (26). Os ataques adicionaram confusão ao turbilhão de esforços de evacuação e uma imagem, a de militares norte-americanos mortos, que o presidente Joe Biden nunca teria desejado, diante das críticas à retirada caótica do Afeganistão. Dezenas de mortes —incluindo 12 militares dos EUA, conforme confirmado pelo Pentágono — e feridos é o saldo de um duplo ataque suicida perpetrado em torno do campo de aviação. Um oficial de saúde afegão elevou o número para 60 mortos e 140 feridos, em declarações à BBC.

O primeiro ataque ocorreu na entrada principal do complexo, onde durante dias se reuniu uma multidão ansiosa por fugir do país, quando um homem-bomba detonou a carga explosiva em seu colete enquanto era inspecionado no controle de acesso, sob o comando de militares norte-americanos. A segunda, também cometida por suicídio, ocorreu ao lado de um hotel localizado a dois quilômetros de distância. O Estado Islâmico (EI), inimigo declarado do Talibã, assumiu a responsabilidade pelos ataques. As novas autoridades em Cabul foram rápidas em condenar o ataque.

“Embora estejamos tristes com a perda de vidas, continuaremos nossa missão. Ainda há uma série de ameaças ativas” em torno do aeroporto, de um possível ataque com foguete a um ataque com carro-bomba, disse do Pentágono o general Kenneth Mckenzie, chefe do Estado-Maior, aludindo à evacuação de norte-americanos e colaboradores afegãos de Cabul.

De acordo com o porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid, o número de mortos pode subir para 20. Milicianos talibãs guardam o exterior do aeroporto, enquanto a supervisão do interior do complexo está a cargo dos Estados Unidos, com um destacamento de 5.200 soldados autorizados pelo presidente Biden para garantir a segurança da evacuação.

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