Após novo ataque à China, Bolsonaro piora relação para vinda de insumos das vacinas contra a Covid-19

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar a China nesta quarta-feira (5) afirmando em evento no Palácio do Planalto que o país asiático teria se beneficiado economicamente da pandemia do novo coronavírus. Ignorando análises de especialistas e da Organização Mundial da Saúde (OMS), o presidente também afirmou que o vírus teria sido criado em laboratório como forma de desencadear uma “guerra química”.

“É um vírus novo, ninguém sabe se nasceu em laboratório ou nasceu porque um ser humano ingeriu um animal inadequado. Mas está aí, os militares sabem que é guerra química, bacteriológica e radiológica. Será que não estamos enfrentando uma nova guerra?”, afirmou.

O presidente também disse: “qual o país que mais cresceu seu PIB? Não vou dizer para vocês”, em uma referência ao crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto chinês em 2020. O avanço, no entanto, foi o mais fraco do país em mais de 40 anos.

A teoria de que o vírus tenha sido vazado, acidentalmente ou não, de um laboratório em Wuhan começou a ser divulgada logo no início da pandemia e teve como seu maior expoente o então presidente presidente americano Donald Trump, e foi ecoada por outras figuras políticas, como o ex-secretário de Estado Mike Pompeo. No Brasil, Bolsonaro também deu voz à hipótese, assim como o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o ex-chanceler Ernesto Araújo.

Após o ministro Paulo Guedes dizer na semana passada que a vacina chinesa seria menos eficaz que a americana e falar sobre “o chinês ter inventado o vírus”, o embaixador Yang Wanming utilizou as redes sociais para reiterar a importância dos imunizantes chineses para o Brasil.

“Até o momento, a China é o principal fornecedor das vacinas e os insumos ao Brasil, que respondem por 95% do total recebido pelo Brasil e são suficientes para cobrir 60% dos grupos prioritários na fase emergencial. A Coronavac representa 84% das vacinas aplicadas no Brasil”, ressaltou Wanming em publicação no Twitter.

Postagens relacionadas

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *