Lula se reúne com caciques do MDB e espera ter o apoio do diretório do Maranhão

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reúne na tarde desta segunda-feira, em São Paulo, com caciques do MDB num esforço para tentar ampliar o seu leque de alianças ainda no primeiro turno da disputa presidencial deste ano. O petista mantém esperança de atrair o partido, que tem a senadora Simone Tebet (MS) como pré-candidata a presidente, juntamente com o PSD e o União Brasil.

Porém, não há confirmação de participação no encontro desta segunda-feira de nenhuma liderança que indique uma expansão do apoio a Lula dentro do MDB. São esperados em São Paulo nomes como os senadores Renan Calheiros (AL), Eduardo Braga (AM), Marcelo Castro (PI) e Veneziano Vital do Rêgo (PB) e o ex-senador Eunício Oliveira (CE). Havia expectativa quanto à participação do governador do Pará, Hélder Barbalho.

Em maio, Hélder disse ao jornal “Folha de S. Paulo” que apoiaria Tebet. Há cerca de duas semanas, porém, o governador esteve com Lula em São Paulo, junto com o seu pai, o senador Jader Barbalho (PA), apoiador do petista. Ele, porém, não deve participar da reunião.

O PT espera receber nesta segunda-feira o apoio de dez diretórios estaduais do MDB: Alagoas, Bahia, Paraíba, Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí, Amazonas e Pará.

É o caso da ex-governadora Roseana Sarney, presidente do diretório do MDB no Maranhão, e do pai, o ex-senador José Sarney, que ainda não se posicionaram em relação à disputa presidencial, mas têm boas relações com Lula e não demonstram empolgação com o nome de Tebet.

Apesar da dificuldade que tem para conseguir palanques nos estados e até mesmo para sacramentar a chapa com senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) de vice, a cúpula do MDB pretende manter Tebet na disputa pelo Planalto. O presidente da legenda, Baleia Rossi, é defensor da candidatura própria, assim como o ex-presidente Michel Temer.

Segundo aliados, Lula está disposto a fazer todos os esforços para atrair não só o MDB como também o União Brasil e o PSD para uma aliança formal. O petista quer a adesão desses partidos mesmo que as bancadas sejam liberadas para se posicionarem de outra forma na eleição presidencial.

O ex-presidente expôs os seus planos em almoço na residência oficial do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), na última quarta-feira. Também na semana passada, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, apresentou à executiva do partido uma proposta para que seja aprovada em convenção da sigla uma posição de neutralidade na eleição presidencial. Há expectativa que Kassab, porém, declare voto no petista.

No União Brasil, as resistências a Lula também são grandes. O partido mantém a pré-candidatura ao Planalto de seu presidente, o deputado Luciano Bivar (PE). (Com informações de O Globo)

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